
Para bem interpretar a Escritura é preciso estar atento àquilo que os autores inspirados quiseram realmente afirmar e àquilo que Deus quis manifestar-nos pelas palavras deles. Há que levar em conta a pessoa do autor, seu tempo, os costumes da época, o modo de escrever, as influências. A Sagrada Escritura deve também ser lida e interpretada com a ajuda daquele mesmo Espírito que a inspirou. Tudo o que concerne à maneira de interpretar as Escrituras está sujeito, em última instância ao juízo da Igreja, que exerce o mandato e o ministério divino de guardar e interpretar as Escrituras. Somente dentro de uma correta interpretação da Palavra de Deus, comprovamos que a Bíblia não contém erros, nem se contradiz. Na verdade, um fato explica o outro, um texto completa o outro.
Em meio à sede de conhecimento bíblico, muitas pessoas alimentam o desejo de ler a Bíblia por inteiro. Para que, com esta prática, não seja diminuído o amor e o interesse pela Palavra de Deus, é muito aconselhável que leitura se faça a partir dos livros mais fáceis, conforme apresentado no roteiro que segue:
- Cartas de São João;
- Evangelhos;
- Atos dos Apóstolos;
- Pentatêuco;
- Livros Históricos;
- Demais cartas do Novo Testamento;
- Livros Sapienciais;
- Livros Proféticos;
- Apocalipse.
Para a caminhada com este roteiro, sugere-se que o Livro dos Salmos seja lido intercalando-se com as demais leituras. Este é um possível caminho capaz de ajudar na compreensão da Bíblia.
Diariamente, a Igreja, em sua liturgia, lê a Bíblia a seus filhos. Há diversos blocos bem selecionados, os quais:
- introduzem o espírito nos mistérios particulares da Redenção (Advento, Natal, Quaresma, Páscoa);
- falam de Deus e do mistério da salvação no dia a dia (Tempo Comum);
- apresentam as motivações do heroísmo cristão (Próprio dos Santos);
- preparam a alma para os sacramentos e para as demais circunstâncias da vida particular e da vida social.
Acompanhar as leituras bíblicas que a Igreja apresenta diariamente constitui-se numa prática excelente que permite descobrir as íntimas conexões que existem entre os dois Testamentos, assim como apoderar-se de verdades importantes para a edificação da fé. Por isso, aconselhamos esta prática de leitura da Bíblia, que nos permite seguir continuamente àquilo que a Igreja nos apresenta em sua liturgia. O roteiro de leituras pode ser encontrado nos apêndices das bíblias católicas ou ainda em calendários litúrgicos publicados por editoras católicas (Você também pode encontrar este roteiro aqui no nosso blog - ver parte esquerda, seção Liturgia Diária).
Na leitura de qualquer trecho da Escritura, sugere-se fazer uma leitura orante da Bíblia, um método conhecido como Lectio Divina, composto de quatro partes importantes:
- Leitura – ler bem e sem pressa, procurando adentrar-se no que o texto diz;
- Meditação – com muita calma, aprofundar-se, procurando destacar pontos importantes;
- Contemplação – parar, admirar, orar em cima daquilo que o Senhor apresenta diante do texto bíblico;
- Ação – a leitura da Bíblia exige, transforma, muda o jeito de pensar e de comportar-se; deve levar ao apostolado.
Organização: Grupo de Formadores da RCC Camocim
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