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21 de setembro de 2011

Juventude força viva da Igreja

  A Pastoral da Juventude é uma ação organizada dos jovens que são Igreja junto com seus pastores e com a comunidade na qual está inserida para aprofundar a vivência da fé, com opção evangélica preferencial e consciente pela juventude. Ficou célebre o dito do bem-aventurado João Paulo II: “A igreja será jovem, quando os jovens forem verdadeiramente Igreja”. A juventude, evangelizada e organizada, sustenta a seqüência na transmissão da fé. É de absoluta importância para o progresso da própria Igreja. Os jovens de hoje estão abertos a crer e a praticar a fé, apesar de todos os obstáculos criados por um mundo materializado e divorciado dos valores eternos. Eles buscam um sentido para as próprias vidas e é em Cristo que deparam um refúgio seguro para as suas vidas e a Igreja os ajuda a alcançar esse objetivo. Nos anos 70 a Igreja do Brasil passava por um grave momento e de grandes transformações, principalmente tendo em vista a situação política do contexto histórico de então e a necessidade de se aplicar sabiamente as resoluções do Concílio Vaticano II. A Organização de um projeto Pastoral Juvenil para a Igreja do Brasil foi mais que necessário, em face do imperativo do acolhimento e da superação do modelo político emergente que produzira grandes feridas na sociedade e de modo muito característico na Juventude. Era necessário um equilíbrio perfeito diante das circunstâncias de um momento conturbado.  A Pastoral da Juventude passou a existir nessa situação e herdou muita coisa deste período, como, por exemplo, o método Ver-Julgar-Agir; uma prática transformadora a partir da realidade; a descoberta da dimensão política da fé; o protagonismo dos jovens e a presença do Deus Libertador nas lutas do povo. O surgimento de uma pastoral da juventude orgânica e transformadora, como conhecemos hoje, foi gerada, portanto, na década de 70 por iniciativa, aliás, da própria CNBB. Essa iniciativa foi iluminada por um novo modelo de Igreja Latino-americana que vinha sendo cuidadosamente elaborado através das conclusões e orientações das Conferências dos Bispos da América Latina ocorridas em Medelin (1968) e Puebla (1979). Nesta história é fundamental ressaltar os Encontros Nacionais da PJ ocorridos em 1973, 1976 e 1978, que inicialmente serviram para reunir os conhecimentos práticos das PJ esparsas por todo o território brasileiro. Os encontros, seminários e assembléias nacionais foram momentos de articulação, organização e elaboração dos projetos da PJ. Chegando os anos 90, diante de uma nova realidade social e eclesial, a PJ ingressou numa nova fase, a fase de grande amadurecimento e a percepção de uma atividade missionária ainda mais intensa. Nem se pode esquecer a influência das Jornadas Mundiais da Juventude idealizadas pelo papa João Paulo II. Muitos jovens, ao participarem desses atos, além de descobrir a necessidade de atuar com mais fervor, acordam para o verdadeiro sentido do apostolado esclarecido. Entretanto, o que na prática cotidiana é ser jovem e o que os adultos devem passar à juventude? Ser jovem é possuir, no coração, uma fonte de esperança, de nobres ideais, de otimismo alvissareiro. Ser jovem é ter, dentro de si, caudais de energias prontas a se concretizar em iniciativas pelo bem comum, pelo próximo, pela pátria, pela humanidade. Ser jovem é saber amar, cercando, sem cessar, de ternura e compreensão os entes queridos. Ser jovem é fazer do dever de cada hora a felicidade mais inebriante, transformando a existência em sublime realização de si mesmo. Ser jovem é não tergiversar, nem vacilar ante os árduos embates da vida; é enfrentar com ânimo varonil obstáculos e dificuldades, transpondo-os com olhos fitos em Cristo. Ser jovem é não assimilar o erro, veiculado tão sutilmente, aqui e ali, nos jornais, nas revistas, no rádio, na televisão, nas palavras do falso amigo. Ser jovem é lutar sem tréguas contra o mal, as tentações, os vícios; é evitar os caminhos fáceis; é ter consciência de que os mortos não são aqueles que jazem numa tumba fria, mas, sim, os que têm morta a alma e vivem, todavia. Ser jovem é saber que espíritos elevados não admitem pactos efêmeros, e, portanto, que o divórcio é uma aberração. Ser jovem é ser livre e usar racionalmente a liberdade. Ser jovem é não desanimar nunca, é ver o lado bom dos acontecimentos, é sempre acender uma vela e não lamentar a escuridão.  Ser jovem é vibrar com as iniciativas do Grupo, participando, cooperando com o crescimento de todos. Ser jovem é poder repetir com São Paulo: “já não sou eu quem vive, é Cristo que vive em mim”, pois Ele é a origem da eterna juventude.

Côn. José Geraldo Vidigal de Carvalho

fonte:
http://www.catolicanet.com/

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