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8 de janeiro de 2012

Catarinense é único latino-americano entre os 22 novos cardeais da Igreja Católica

Dom João Braz de Aviz foi nomeado nesta sexta-feira pelo papa Bento 16

Dom João Braz de Aviz - CNBB,divulgação / Divulgação
 Dom João Braz de Aviz
Foto:CNBB,divulgação / Divulgação

Um catarinense está entre os 22 novos cardeais da Igreja Católica: dom João Braz de Aviz, nascido em Mafra. O nome do prefeito da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica foi anunciado nesta sexta-feira pelo papa Bento 16.

Ele deverá receber o título no próximo consistório, marcado para 18 e 19 de fevereiro, na Cidade do Vaticano.

— É um orgulho para a cidade e para SC ter o grande nome da Igreja no Brasil — diz Luiz Carlos Sartor, pároco da Igreja de São José, onde Aviz foi batizado.

Além de ser uma espécie de ministro de Bento 16, o cardeal Aviz ganha o direito de participar do processo de escolha do papa. Com isto, passa a ser o quinto voto brasileiro e o segundo catarinense em um futuro conclave. Os outros são de Eusébio Scheidt, também catarinense e arcebispo emérito do Rio de Janeiro; Geraldo Majella Agnelo, arcebispo emérito de Salvador; Odilo Scherer, arcebispo de São Paulo; e Raimundo Damasceno de Assis, de Aparecida.

Dom João é o quarto catarinense a receber a honraria. Os outros foram dom Jaime Barros Câmara, nascido em São José e arcebispo de São Sebastião do Rio de Janeiro, em 1953; dom Paulo Evaristo Arns, de Forquilhinha e arcebispo de São Paulo, em 1973; e dom Eusébio Scheidt, de Luzerna, em 2003, como arcebispo carioca. Desde a indicação para a Arquidiocese de Brasília, em janeiro de 2004, que o nome dele figurava como candidato a receber a bireta, o chapéu vermelho que os cardeais usam.

— Quando foi para a Capital Federal ficou bem mais visível para o núncio (uma espécie de embaixador do papa) e para o Vaticano — lembra Sartor.

Mas uma regra não escrita do Vaticano, de que uma diocese não pode ter dois cardeais com direito a voto no conclave, impedia que recebesse a distinção. A primeira barreira foi rompida em 2005, quando o antecessor no cargo, o cardeal Freire Falcão, completou 80 anos. Nesta idade, eles perdem o direito de participar da escolha do sucessor do trono de São Pedro.

Barreira geográfica estava no caminho
Outra barreira, agora geográfica, dificultava o acesso. Tradicionalmente, Brasília não é uma arquidiocese em que o religioso pode receber o título de cardeal. No Brasil, ser arcebispo de São Paulo, Aparecida, Rio de Janeiro e Salvador são bons caminhos para o cardinalato.

Excepcionalmente, no século passado, além da Capital federal, titulares das arquidioceses de Belo Horizonte, Fortaleza e Porto Alegre se tornaram cardeais. A barreira geográfica foi rompida há um ano, quando Bento 16 indicou dom João para o atual cargo, substituindo o cardeal esloveno Franc Rodé. Era só questão de esperar, já que, tradicionalmente, os prefeitos de congregações do Vaticano são elevados ao cardinalato.

fonte: http://www.clicrbs.com.br/

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