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11 de abril de 2010

GOVERNOS NÃO COMBATEM A PEDOFILIA, DIZ REVISTA CATÓLICA ITALIANA

A revista católica italiana Famiglia Cristiana culpou hoje os governos em sua atuação ao combate à pedofilia e defendeu a postura de Bento 16 diante das denúncias de abusos sexuais em diversas partes do mundo, mas mencionou que o papa "está ciente de toda a sujeira" que havia na Igreja quando foi prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé.

"Qual Estado já se preocupou seriamente com o abuso sexual de menores como fenômeno social?", questiona a publicação em um editorial, ressaltando que "o papa age, os Estados não".

O texto também aponta todas as iniciativas da Igreja Católica para "investigar, denunciar e assumir publicamente o problema, perseguindo-o publicamente".

Segundo a revista, "não há dúvidas de que a pedofilia é uma 'vergonha e uma desonra' para a Igreja Católica", sendo que "o próprio Pontífice já lamentou dramaticamente quanta sujeira há na Igreja quando ainda era prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé".

O editorial ainda recorda que "importantes estudiosos internacionais de sociologia aplicada às religiões demonstraram que, entre os pastores protestantes, o percentual de condenação por abusos contra menores é o dobro em relação aos sacerdotes católicos, que nos últimos 50 anos foram uma centena nos Estados Unidos e tantos outros no resto do mundo".

"E é até mesmo dez vezes mais alto [o percentual] entre os professores de ginástica e os treinadores de equipes juvenis", compara a publicação.

Histórico

A Igreja Católica vem enfrentando nos últimos meses uma série de denúncias de pedofilia em vários países, como Estados Unidos, França, Suíça, Irlanda, Alemanha, Espanha, México, Itália, Áustria, Holanda, entre outros.

Alguns veículos de imprensa e autoridades políticas questionam a postura de Bento 16 em relação às suspeitas.

Recentemente, o jornal norte-americano "The New York Times" publicou uma reportagem na qual afirmava que Joseph Ratzinger (nome de batismo de Bento 16) quando era arcebispo de Munique e Freising (1977-1982), na Alemanha, não impediu que um padre pedófilo retomasse as atividades pastorais.

A publicação também disse que o papa teria conhecimento de casos cometidos na época em que era prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, cargo que deixou para assumir o posto máximo da Igreja Católica. O Vaticano, por sua vez, explicou a atividade do pontífice naquele período e o eximiu de qualquer responsabilidade.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u718012.shtml

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