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3 de setembro de 2011

Questão moral na política é “grave e urgente”

Homilia no santuário de Nossa Senhora da Guarda


 – “A questão moral na política, como nos demais âmbitos da vida pública e privada, é grave e urgente, e não tem tanto a ver com as pessoas, mas com as estruturas e os sistemas”, afirmou nesta segunda-feira o cardeal Angelo Bagnasco, arcebispo de Gênova e presidente da Conferência Episcopal Italiana, durante a Missa no santuário de Nossa Senhora da Guarda, que comemorava o aniversário da primeira aparição, ocorrida em 1940.
“Há necessidade – disse durante a homilia, no santuário tão querido para os genovenses – de uma grande conversão cultural e social, e aqueles que têm responsabilidades concretas com relação à vida pública, de qualquer forma e em qualquer nível, assim como os que têm poder e interesses econômicos, têm um urgente dever, maior que o dos outros, sabendo que, através das suas ações, propõem modelos culturais destinados a tornar-se dominantes.”
“Ninguém – reconheceu – pode negar o compromisso generoso e a límpida retidão de tantas pessoas que trabalham no mundo da política e da administração pública, da economia, das finanças e da empresa; a eles renovamos nossa estima e confiança”, prosseguiu o purpurado.
“No entanto – destacou depois –, a questão afeta todos como um problema não somente político, mas também cultural e educativo. Não se trata, em primeiro lugar, de agir diversamente, mas de pensar diversamente, de uma forma mais nobre e veraz, quando se pretende purificar o ar e, assim, não envenenar o espírito dos nossos jovens.”
“Sei bem que o trabalho é difícil, porque afeta costumes e interesses antigos – afirmou, sem esconder as dificuldades –, estilos e práticas distantes do essencial e da transparência, do sacrifício e do dever, mas é possível, já que as pessoas o pedem e porque é justo.”
Por isso, “quem tem responsabilidades públicas, hoje e amanhã, tem este dever primário e esta honra: colocar em movimento decisões pontuais e valentes para que a cultura da vida fácil e egoísta dê lugar à cultura da seriedade”.
“Toda a sociedade deve ser educadora, um horizonte de modelos, um clima respirável de valores”, para poder transmiti-los aos jovens. E precisamente estes, como os dois milhões que se reuniram em Madri durante a Jornada Mundial da Juventude, ao reconhecer o Papa como ponto fidedigno e veraz, são “a única boa notícia da nossa época”.
Estes são os jovens que não cedem à raiva e que, além disso, encontram a esperança em Cristo, os jovens que “não querem ser enganados – acrescentou Dom Bagnasco –, que sabem que a vida não é de quem a desfruta, mas que o caminho da realização e da alegria é o do dever, do sacrifício e da família estável e fecunda”.
“Infelizmente – concluiu –, as mensagem que chegam à alma dos jovens de forma prepotente e insistente, assim como à dos adultos, deixam uma marca, provocam reações e fragilidades emocionais, medos, ilusões e rancores.”

fonte:
http://www.zenit.org/

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