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2 de setembro de 2011

Schönborn, Arcebispo de Viena, responde aos padres do “apelo a desobediência”.




 

Christa Pongratz-Lippitt, publicada na revista católica inglesa The Tablet

O cardeal Christoph Schönborn, arcebispo de Viena, respondeu ao apelo à desobediência de um grupo de padres sobre questões como o celibato sacerdotal com uma oferta de diálogo, combinado com uma advertência das possíveis consequências severas para aqueles que não honrarem seus votos.
O cardeal Schönborn se encontrou com os líderes da ” iniciativa dos párocos Austríacos”, que pertencem à arquidiocese de Viena, para discutir as questões, mas também as consequências de seu Apelo à Desobediência.
“O propósito da nossa discussão foi sondar o que tínhamos em comum, mas também pretendeu ser um sinal claro da minha parte de que eu, como chefe desta arquidiocese, certamente não posso permitir que um ‘apelo à desobediência’ baseado na consciência seja feito dessa forma”, disse o cardeal ao jornal austríaco Der Standard.
Até que eles se encontrem novamente para uma segunda rodada de conversas em setembro, ele pediu que os padres reflitam sobre o ofício sacerdotal, sobre a obediência e a consciência, e sobre as respostas adequadas aos desafios dos tempos postos diante da Igreja. Eles devem se perguntar se um “apelo à desobediência” era uma resposta adequada a esses desafios, disse ele. “Exige-se um esclarecimento”, insistiu. “Se alguém se decide por um caminho de dissidência, então isso terá consequências. O tipo de consequências depende de quão grande é a dissidência”.
Quando o seu entrevistador apontou que, segundo a última pesquisa, em que 500 padres foram questionados, 80% eram a favor de tornar voluntário o celibato sacerdotal e que era questões como essas que o Mons. Helmut Schüller, iniciador da Iniciativa dos Párocos Austríacos, queria debater, o cardeal Schönborn respondeu que ele não pertencia aos 80% e era muito claramente a favor do celibato sacerdotal obrigatório.
Ele disse esperar por uma solução “amigável”, mas lembrou que os sacerdotes prometeram aderir ao ensino da Igreja, e acrescentou: “Neste momento, estou contando com a reflexão e a discussão – e não com o báculo. Mas a decisão é imperativa”.
Mons. Schüller disse ao Der Standard que o cardealSchönborn deixou implícito em seu encontro que, se ele e seus colegas padres continuassem defendendo o seu apelo à desobediência, então não haveria lugar para eles por muito mais tempo na Igreja Católica.
“Não apenas eu nunca abandonarei a minha Igreja, como também o meu entendimento da Igreja não é o de uma associação [Verein] que alguém possa abandonar”, ressaltou. Não foi um erro usar a palavra “desobediência”, já que é um fato que muitas das reformas que eles estavam pedindo – como dar a Comunhão a divorciados de segunda união e a católicos que haviam sido excomungados por se recusarem a pagar o imposto eclesiástico obrigatório – são de fato desobedientes e também já amplamente praticadas.
“Nós, sacerdotes nas bases da Igreja, temos que levar uma vida dupla enquanto temos que lidar com os problemas que a linha oficial da Igreja proíbe. No longo prazo, isso simplesmente não vai funcionar, pois está desgastando os padres”, disse. O cardealSchönborn tem que uma decisão a tomar, continuou. Desde que o Apelo à Desobediência foi publicado, quatro padres abandonaram a iniciativa, mas 21 novos membros se uniram – elevando o número de participantes a 321, afirmou.

fonte:
http://www.comshalom.org/blog/carmadelio/

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