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19 de junho de 2012

Bento XVI chama à coerência e recorda: "Deus reconhece ao verdadeiro cristão"

ROMA, 18 Jun. 12 / 03:00 pm (ACI/EWTN Noticias)

O Papa Bento XVI enviou uma mensagem em vídeo aos milhares de fiéis que participaram do 50° Congresso Eucarístico Internacional que terminou ontem na Irlanda, no qual expressou energicamente que a Igreja não pode ser manchada por quem converte o cristianismo num mero hábito e não se alimentam seriamente com a Eucaristia.
Durante a Missa de encerramento, o Papa destacou a tradição católica da Irlanda e sua contribuição missionária que permitiu levar o Evangelho além das suas fronteiras.
Entretanto, disse que "a gratidão e a alegria por uma história tão grande de fé e de amor foram recentemente abaladas de forma terrível ao sair à luz os pecados cometidos por sacerdotes e pessoas consagradas contra pessoas confiadas a seus cuidados".
"Em lugar de mostrar-lhes o caminho para Cristo, para Deus, em lugar de dar testemunho de sua bondade, abusaram deles, debilitando a credibilidade da mensagem da Igreja. Como se explica que pessoas que recebem regularmente o corpo do Senhor e confessam seus pecados no sacramento da penitência tenham pecado desta maneira? Continua sendo um mistério", indicou o Papa.
Bento XVI disse que evidentemente o cristianismo destas pessoas "não estava alimentado pelo encontro gozoso com Cristo: converteu-se em uma mera questão de hábito. O esforço do Concílio estava orientado a superar esta forma de cristianismo e a redescobrir a fé como uma amizade pessoal e profunda com a bondade de Jesus Cristo".
O Congresso Eucarístico Internacional, indicou, "tem um objetivo similar. Aqui queremos nos encontrar com o Senhor ressuscitado" para, com a ajuda do Espírito Santo, "ser verdadeiras testemunhas do seu amor, testemunhas da verdade. Sua verdade é seu amor. O amor de Cristo é a verdade".
Renovação litúrgica
Em sua mensagem, o Santo Padre disse que o Congresso se realizou a portas do Ano da Fé e no marco das celebrações do "quinquagésimo aniversário do início do Concílio Vaticano II, um acontecimento que pôs em marcha a maior renovação do rito romano que nunca tinha acontecido antes".
O Papa indicou que "tendo em conta o tempo transcorrido, e à luz da experiência da Igreja universal neste período, é evidente que os desejos dos Padres Conciliares sobre a renovação litúrgica foram obtidos em grande parte, mas é igualmente claro que houve muitos mal-entendidos e irregularidades".
"A renovação das formas externas querida pelos Padres Conciliares foram pensadas para que fosse mais fácil entrar na profundidade interior do mistério. Seu verdadeiro propósito era levar às pessoas a um encontro pessoal com o Senhor, presente na Eucaristia, e portanto com o Deus vivo, para que através deste contato com o amor de Cristo, pudessem crescer também o amor dos seus irmãos e irmãs entre si".
"Entretanto –assinalou-, a revisão das formas litúrgicas ficou com certa frequência num nível externo, e a ‘participação ativa’ se confundiu com a mera atividade externa. Portanto, ainda há muito por fazer no caminho da renovação litúrgica real".
Bento XVI disse aos milhares de fiéis que "em um mundo que mudou e está cada vez mais obcecado com as coisas materiais, devemos aprender a reconhecer de novo a presença misteriosa do Senhor ressuscitado, o único que pode dar amplitude e profundidade a nossa vida".
Finalmente, convidou aos católicos a orar "para que Deus abençoe o próximo Congresso Eucarístico Internacional, que será em 2016 na cidade de Cebú. Envio uma calorosa saudação ao povo de Filipinas, assegurando minha proximidade na oração durante o período de preparação para este grande encontro eclesiástico".

Fonte: http://www.acidigital.com

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